Não à utilização de Eletrochoques (ECT) no tratamento de portadores de sofrimento mental
Os usuários de saúde mental, ao definirem a Carta de Direitos e Deveres dos Usuários, em 1993, posicionam-se contra o uso do eletrochoque.
Também a III Conferência Nacional de Saúde Mental aprovou Moção exigindo o fim do uso do ECT em portadores de sofrimento mental.
A despeito disso, ainda permeia, no discurso psiquiátrico, a tentativa de reabilitação desta prática desumana, com base em preceitos meramente técnicos.
A discussão preponderante, no entanto, é : esta não é uma questão técnica, mas ética!
Os usuários não querem mais esta técnica, não a aceitam de forma alguma!
Cabe à Psiquiatria pesquisar e encontrar recursos e técnicas eficazes e humanas de tratamento do sofrimento psíquico!
Os usuários de saúde mental estão convencidos e estão gritando para a sociedade que o eletrochoque é um método obsoleto, retrógrado, violento e indesejável. A Psiquiatria, ao enfatizar o uso do ECT , retroage a métodos, secularmente ultrapassados, de tratamento comprovadamente violentos, que remontam aos tratos com a saúde de princípios do século passado: a evolução desejada dos métodos, deve ser aliada à ética; ciência sem ética mata! O ECT é violento e indesejável.
Eletrochoque?! Não, obrigado!
... imagine na sua cabeça!
Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios / BA
Movimento dos Usuários da Saúde Mental / BA
Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial
Apoio: Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia