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12.06.2006
Painel organizado pelo CFP e pela OAB foi destaque da X Conferência Nacional de Direitos Humanos
A proposta do painel foi convidar os participantes para o debate da difícil questão dos presídios, manicômios e unidades de privação de liberdade para adolescentes em conflito com a lei. "Nosso painel causou um grande impacto. O assunto relacionado aos presídios gerou muita polêmica entre os participantes", explicou Esther Arantes, coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia. Os atos de terrorismos provocados por membros do PCC (Primeiro comando da Capital) que acometeram a cidade de São Paulo há algumas semanas despertou o pensamento crítico da população para a possibilidade de se encontrar alternativas para a construção de uma sociedade sem encarceramento. Esse interesse do público fez com que o número de pessoas presentes no painel fosse grande. Os debates foram conduzidos por Sônia Drigo, representante do grupo de estudos e trabalho "Mulheres Encarceradas; por Ariel Castro Alves, membro da Comissão da Criança e Adolescente do Conselho Federal da OAB e coordenador de Relações Internacionais do MNDH; e pela psicóloga Cristina Rauter, doutora em Psicologia Clínica e membro da equipe clínica do Grupo Tortura Nunca Mais. Do painel, foram derivados 3 grupos de trabalho: "Desafios de uma política antimanicomial"; "Desafios para uma política pública sobre as medidas sócio-educativa" e "Os desafios que nos impõe o sistema prisional feminino e masculino Um dos tópicos divulgados pela Carta diz que os presídios não são lugar de vingança, mas sim, de justiça. A Carta ainda recomenda a constante vigília da sociedade civil para que as garantias previstas na Lei de Execuções Penais e na Constituição Federal sejam efetivadas com coerência. Lançamento |
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