A Psicologia leva cinco propostas para o debate na 1ª Conferência Nacional de Comunicação: controle social da mídia, pelo fim da publicidade dirigida às crianças, pelo fim da publicidade de bebidas alcoólicas, exploração da imagem da mulher, do homem, das crianças e adolescentes na mídia, e mídia e trânsito.
As propostas têm como eixo a necessidade de controle público sobre os meios de comunicação, entendido não como censura, mas como a existência de mecanismos para que a sociedade tenha incidência sobre como a mídia, importante elemento na formação das subjetividades das pessoas na contemporaneidade, produz e reproduz ideias, comportamentos e visões de mundo.
“Ao analisarmos as estratégias de veiculação da comunicação pela mídia dominante, percebemos os abusos cometidos. A Lei afirma que os veículos têm concessão pública. Esta concessão pública transformou-se em moeda de troca, de poder que influencia diretamente a sociedade, estimulando e produzindo um grande e homogêneo mercado consumidor no qual os anunciantes, que patrocinam a comunicação, ditam as regras do que deve ser consumido, desejado, amado ou odiado”, afirma o presidente do Conselho Federal de Psicologia Humberto Verona.
Ao todo foram eleitos 29 psicólogos que participarão como delegados na Confecom. O Conselho Federal de Psicologia e os Conselhos Regionais participaram ativamente das mobilizações para a Confecom, desde antes de sua convocação, e estiveram presentes em conferências estaduais e municipais.
A 1ª. Conferência Nacional de Comunicação começa nesta segunda-feira (14), às 19 horas, com abertura realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e segue até o dia 17 de dezembro, em Brasília.